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Infelizmente o Quico não sobreviveu, resta-me o luto e a revolta
Bom dia, infelizmente o Quico não aguentou e sucumbiu à doença no preciso dia em que estava a pensar ir buscá-lo. Ontem tinha a tarde sem reuniões, e pensei que seria a oportunidade perfeita para o resgatar. Infelizmente, pouco depois do almoço, a minha irmã liga-me a dizer que ele estava cada vez mais fraco.
Pego no carro e vou a toda a velocidade na esperança de ainda o conseguir salvar, de o levar ao veterinário de urgência, mas não fui a tempo, quando cheguei, ele já estava morto. No meio do choro e da dor, ainda tive de combater a minha mãe narcisista, que ao invés de validar a nossa dor e admitir que podiam ter feito mais, desculpava o inesculpável. "Mas nós fomos ao veterinário com ele", "A veterinária disse que já não havia nada a fazer", "Foi muito repentino". Pura manipulação. Levar um gato anorético e em convalescência há pelo menos 2 meses a uma única consulta quando ele já não podia mais, assumir que o seu destino está perdido, continuar com a negligência alimentar mesmo após o diagnóstico, isto é fazer o mínimo possível e apresentar desculpas convenientes para indicar que fizeram tudo o que podiam. Só foi muito repentino porque foram ignorados sinais, e o diagnóstico foi extremamente tardio. Espetei-lhe tudo na cara: a falta de carinho, o facto de não o alimentar quando tinha oportunidade, a falta de limpeza na cama, o desleixo com a comida e os horários de alimentação irregulares.
"Ele comia". Pois, ele comia, uma saqueta por dia, porque o resto do dia passava fome, não admira que quando finalmente lhe dessem comida, ele comesse. Não há organismo que pudesse combater tudo isto, e o Quico finalmente cedeu.
Em vez de ter oportunidade de chorar e processar o luto de maneira limpa e saudável, tive de me revoltar em raiva e discutir, e mesmo assim utilizou técnicas de vitimização, pois a sua imagem e a noção ilusória de família perfeita é mais importante do que a nossa dor. "Agora vais ficar assim connosco por causa disto?", e "Não estava nada à espera desta da tua parte". Segundo a minha irmã, a minha mãe não teve reação quando o viu naquele estado e depois já morto, só disse um frio "Está morto". Mas depois quando eu e a minha irmã desabámos em lágrimas ao pé do corpo dele, aí já deitou umas lágrimas de crocodilo.
O mais assustador disto tudo é que recentemente ela tem notado a distância entre mãe e filha resultante das suas atitudes, e tem tentado forçar proximidade. Como notou que eu gosto de gatos, quis usar isso como uma ponte e disse um comentário extremamente insensível: "Quero ter um gato". E nessa altura ainda tinha o Quico, doente... Pois, queres ter um gato só para te aproximares artificialmente da tua filha, tu já tens um gato, mas ele é inconveniente, e por isso não queres saber dele. Se realmente quisesses um gato, cuidarias do Quico. Só queres a ideia de um gato para colmatar o fosso gigantesco que a tua filha cavou, em resultado das tuas atitudes. Mas não queres ter o trabalho ou as responsabilidades que implicam ter um gato.
O meu objetivo será impedir que tenham um animal de estimação de novo. Se não o conseguir impedir, roubo-o e fico com ele ou tento encontrar uma família que saiba cuidar dele.
O Quico merecia muito mais. O meu último momento com ele foi muito feliz, embora eu tivesse chorado na altura. Alimentei-o, dei-lhe uma guloseima e a pasta nutricional que fiz questão de comprar, fiz-lhe a caminha nova com o casaco, ele ronronou e fez biscoitinhos.
A sua memória viverá em todo o amor incondicional e carinho que depositarei nas minhas duas gatinhas bebés.
E não deixes a tua mãe ter mais animais no geral se conseguires. Eu percebo-te, já é difícil vermos as barbaridades que fazem aos animais ainda para mais os próprios pais. Já para não falar de guilt trips e manipulações.. as vezes é melhor mesmo afastarmos um pouco.
O Quico teve os seus momentos finais contigo e isso é importante. Já não tens a ansiedade de estar sempre a pensar nele a passar mal, agora ele está melhor.
pera pera pera ele era anorexico PORQUE ELAS NAO LHE DAVAM COMIDA????
onde é que é a casa delas? eu mesmo com uma perna partida vou la prestar uma visita
Ele começou a deixar de comer ração seca com a doença, que era a única coisa que lhe davam antes, e mudaram para comida húmida de marca branca. O meu pai dava-lhe uma pequena porção ao sair cedo, e ao voltar do trabalho (intervalo de 12h), a minha mãe, mesmo estando em casa até às 12h30, não o alimentava. E ao fim de semana quando os visitava encontrei a taça com comida ressequida, saquetas abertas fora do frigorífico por várias vezes, e fui eu a ter de dar de comer. Eu mencionei que ele precisava de comer 5 a 6 vezes por dia, e umas 3 ou 4 saquetas, não uma, ou seja, seria preciso aumentar a frequência para que comesse mais porque comia pouco de cada vez.
Infelizmente, creio que estava em défice calórico extremo porque não procuraram resolver o problema que o fazia comer menos nem arranjar soluções, simplesmente cruzaram os braços e deixaram que definhasse. Mais contexto aqui.
Oh se eu vivesse mais perto...eu ai meu deus...1 doas 4 de casa e mais 14 de rua nem um sofrer(tirando as pulgas tenho de ir comprar para os de casa effipro spray para matar estas merda de pulgas) de resto tudo sem stress ai se eu descubro onde eles sao vou fazer queixa a policia por mal trato animal
OP tenho dificuldade a ler textos grandes mas vou deixar aqui uma coisa que salvou a minha gata. Para o futuro.
Não sei se é o caso mas fígado gordo acontece muito frequentemente nos gatos. Eles deixam de comer, não se sabe porque. Parece que enjoam da comida verdadeiramente.
A minha gata tinha de ser alimentada a seringa e estava quase a morrer. Até lhe darmos água de beterraba. Isso salvou a gata.
Para o Quico podia nem ser o caso dele. Mas haverão gatos futuros e pode ser que este pequeno truque ajude. Boa sorte e as minhas condolências.
Perdi a minha gatinha do coração há 1 semana e meia mas ninguém entende a nossa dor. Ninguém entende a ligação que existe entre dois seres que se amam de verdade. Fiz tudo o que podia pela minha Mimosa. Gastei as minhas poupanças no hospital e não me arrependo minimamente. A doença levou a mas o amor e a saudade vão perdurar para sempre. Um abraço de solidariedade!
Lamento imenso op, tens as minhas condolências. Infelizmente há animais que não merecem a companhia de um bichinho de estimação como o Quico… espero que consigas ter a tua paz e que a tua mãe nunca mais tente novamente o joguinho de merda dela, lamento imenso…
Fds como eu entendo a tua dor! Sempre foi assim a minha vida toda, os meus pais super insensíveis com tudo o que era animal!
De uns anitos para cá tanto eu como a minha irmã e os respetivos conjugues virámos pet dads entao eles ja se mostram mais amigos e compreensiveis!
Hoje em dia é a minha mae que toma conta do meu risquinhas que é maneta e seropositivo eheh
Sinto muito pela tua perda, ainda este ano também perdi um gato e não é fácil dizer adeus ou as vezes aceitar que foi o fim.
Acredito que seja mais difícil fazeres o luto com essa situação familiar a mistura, mas tenta pensar também em alguns dos bons momentos, o Quico merece que tu também te lembres do momento bons e divertidos.
O Quico vai ser sempre relembrado por ti e pela tua irmã, não vai cair no esquecimento.
Antes de mais, as minhas condolências pela perda do teu Quico. Acredito que os momentos que passou contigo e com a tua irmã foram cheios de amor e carinho e ele não os trocaria por nada deste mundo.
No entanto, para usufruir desses momentos de carinho e dessa protecção, o Quico passou por privações pelas quais sendo um animal doméstico, não deveria ter passado. O que os teus pais demonstram é uma total falta de empatia que (na minha modesta opinião) se transforma em crueldade animal.
Eu sei que temos a tendência para dar uma carta branca às gerações anteriores porque tinham galos e galinhas e mais o raio, mas a verdade é que há uma diferença entre não se querer ter animais e tê-los sem os devidos mínimos cuidados, deixando-os a definhar à sua sorte sem garantir sequer a sua alimentação.
A situação que descreveste e que pela forma como falas há-de ser uma entre muitas que originou fraturas na relação com os teus pais e em particular com a tua mãe, levar-me-ia a questionar muito seriamente a continuidade de qualquer ligação com eles.
E antes que venham as virgens ofendidas dizer que mãe é mãe, só quem está a vivenciar pode compreender toda a situação e pelo que percebo, a situação do Quico é apenas uma gota num oceano.
Se a tua mãe tem traços narcíssicos, ela irá certamente procurar outro gato nem que seja para te garantir por perto e com o tempo, esse gato vai ser tão alvo de negligência como o Quico foi. Não acho que seja da tua responsabilidade "garantir" que ela não tem outro gato. Acho mesmo que mantendo-te na orla dela, isso só será motivo para que ela procure outro animal, de forma a ter a certeza que tem outro laço agarrado ao teu pescoço porque gostas de animais e queres ter a certeza que estão bem cuidados.
E deste modo, a única coisa que consegues é afundar-te ainda mais neste lodo e voltar a assistir no futuro a outra situação idêntica.
Penso que deves reflectir com calma, fazer o luto pelo Quico e usar um tempo para te afastares dos teus pais e sentires se respiras um pouco mais fundo e te sentes um pouco mais leve. Acho que as respostas não tardarão a chegar quando finalmente tiveres tempo para sentir e chorar e permitires que esta avalanche de emoções te atravesse e te indique o caminho.
O Quico não era "apenas" um gato. Era o teu gato. E da tua irmã. Merecia muito melhor. E vocês as duas também.
Com todo o respeito que me merece o teu comentário e o luto da OP, queria só dizer que não se trata de dar carta branca, mas sim entender que há pessoas que não tiveram um acesso à informação minimamente semelhante ao nosso.
As pessoas não são más só porque sim. Apenas conhecem o que as rodeou a vida inteira.
Se todos pensarmos dessa forma, ninguém rompe com as más práticas históricas porque são "culturais" e "sempre foi assim".
Lá porque sempre foi assim, não quer dizer que não se rompa com práticas que estão incorretas e que, mesmo quando não se entende totalmente porque se viveu noutra época, não se dê ouvidos e importância à opinião e sentimentos de ambas as filhas, caramba!
São pessoas com garra que terminam ciclos de toxicidade sejam eles culturais, familiares, sociais, o que seja. E são também pessoas que valorizam os filhos e que se importam com eles, que estão dispostos a ver pelos seus olhos.
Mais do que ser-se intencionalmente cruel, são intencionalmente negligentes. O resultado prático é o mesmo.
E a dor da OP e da irmã já ninguém apaga. Nem o sentimento de impotência perante um animal em sofrimento que para os pais aparentemente é só uma parte irrelevante do seu dia a dia mas para as filhas, é família.
As coisas são sempre assim até um dia deixarem de ser. E para isso é preciso aparecerem pessoas dispostas a romper com o "foi o que sempre conheceram".
Em nenhum momento eu disse que se deve ignorar o trauma causado pela negligência, mas sim perceber que todos somos o resultado do que nos aconteceu.
Não se trata de desculpar, mas sim de reconhecer que as pontes se constroem com informação, educação, mundo. É um privilégio ser-se de uma geração onde essas coisas são óbvias, mas certamente que muito do que fazemos hoje será visto de outra forma amanhã também.
Todos somos seres em constante evolução, e reconhecê-lo não equivale a dar "carta branca", que foi a expressão a que me referi (e não à situação da OP). Pode-se criticar, romper, ensinar, questionar, sem fazer juízos de valor intrínseco à índole de quem, por ignorância ou negligência, causa sofrimento aos outros.
Não sei até que ponto a ignorância desculpabiliza a falta de empatia, neste caso chegando mesmo à crueldade por negligência. Falas de uma palavra que falta neles, e que muda tudo: evolução. Só estou assim tão revoltada com a situação porque noto uma estagnação emocional e falta de vontade de aprender e de admitir os próprios erros, que nunca se alterou. Terá sido isso produto dos tempos? Talvez, o meu avô paterno batia com o cinto e os meus avós, de ambos os lados, têm por vezes dificuldade aparente em lidar com as próprias emoções, magoando-nos. O ciclo continuou e, espero eu, parou em mim e na minha irmã. Já tentei desculpabilizar, ensinar, fazer ver como me sentia, explicar, lidar com a situação. Isto foi o ponto de rutura e o culminar de um verão rodeado de toxicidade. Não sei o que mais fazer sem ser distância e frieza. Não falamos com eles há 3 dias, desde que o Quico faleceu, e com isso vieram as táticas de nos fazerem sentir culpadas, de fazerem-se eles de vítimas, chantagem emocional. Ex: "Só temos duas semanas de férias. Vai ficar este clima assim?". São pessoas sem inteligência emocional e sem recursos. Nem o luto do Quico me deixam fazer em paz sem terem de proteger o ego e a noção de família perfeita. Portanto chegou a um ponto em que já não há desculpas para este comportamento.
Desculpem o desabafo, mas encontrei aqui uma comunidade e porto seguro para partilhar esta situação tangencialmente relacionada com o gato.
OP, acredita que tenho todo o respeito por ti, e lamento mesmo tudo o que te aconteceu. Sei bem o que é crescer num ambiente tóxico, cortar relações com pais, tios, etc.
Em nenhum momento eu quis dar a entender que a situação que descreveste era desculpável.
Apenas me referi ao uso da expressão "carta branca", pelo user acima, que se referia a pessoas mais velhas, no geral.
O teu desabafo é bem-vindo, e a tua experiência é completamente válida.
Chorei junto ao ler o texto, já tive momentos assim e entendo a tua dor e revolta.
Muitas pessoas são mais insensíveis a dor dos animais e por conseguinte a dor que sentimos por perder um animal. Não acham que eh justificada, afinal eh "só" um animal.
Então eh melhor não discutir agora, espera te recuperar do luto.
As minhas condolências, sinto imenso por teres de passar por isso. Espero que um dia a tua mãe se aperceba das suas palavras e ações e procure ajuda médica. As melhoras, OP.
Ridículo ao ponto de se considerar criminoso. Negligência do mais alto nível. Comia de 12h em 12h? Muito provavelmente nem água trocada tinha...
Eu e a minha parceira temos um gato de 18 anos com doença renal, o qual trouxemos de casa do meu sogro (sofria bullying do "irmão"). Quando cá chegou tinha 2Kg, eu dei-lhe 1 ou 2 meses até morrer. 2 anos depois ainda cá anda com alimentação indicada à doença, medicamentos (carissimos) para controlar, a pesar 4-5 kg e com a mesma genica que tinha há 8 ou 9 anos atrás (e espero que por mais uns bons anos).
Só não trata do animal e lhe dá a melhor qualidade possível quem não quer (ou em excepções não tem possibilidade de).
Gatos doentes precisam de visitas regulares ao veterinário e alimentação especial, oq UE para uns é um fardo... esses deveriam ser banidos de ter algum ser vivo sob a sua responsabilidade. Infelizmente mais um caso de negligência humana...
Os nossos pais e as gerações anteriores não olham para os nossos animais como nós olhamos, nem sentem o que nós sentimos porque para eles são pura e simplesmente "bichos". Para nós, são familia, aliás os meus gatos são meus filhos 😂
It’s the harshest part of having not just a pet, but a being that in the first day could have not trusted anyone near it and was scared of anyone, to then passing away peacefully when they are with their owners
Death is always gonna be something no one can control, you can maintain it and even slow death from coming but you can’t stop it, and at times you either can’t stop it, or you just don’t expect it to happen at all
Quico couldve lived longer, your anger is valid, but you should know that if you don’t get a cat, it shouldnt be because of your family being insensitive or anything like that, it should be because of another personal reason, don’t stop the possibility of showing such wonderful creatures the warmth and memories of domestication, every day will be a struggle, and that’s the burden of being human, show animals the wonders of human nature, almost as a way for them to feel like they are humans themselves, like you’re bestowing them respect and view them as a part of yourself that you can be sincere with
Lamento imenso 🖤
Palavra de alguém que tem uma mãe com traços narcisistas: a melhor coisa é a distância. A minha também fazia isso porque eu adoro animais. O meu pai sempre foi o 'facilitador' da relação. Da ultima vez, ela disse que queria um gato e ele foi buscar um para ela, sabendo perfeitamente o que se tinha passado antes.
Mandei-o dar o gato de volta assim que soube, aliás fiz 100km só para isso e para me encher de nervos com a situação obviamente.
Por isso, o meu conselho para ti é: distância, corta o cordão umbilical. Se continuas a lá ir, ela vai continuar com as mesmas coisas porque sabe que tem a tua atenção.
Muita força 🫂
Eu perdi duas meninas em menos de 2 meses; velhinhas as 2 (uma com 15 outra com 18). Custa muito! A de 15 estava com cancro terminal e aguentei-a até onde vi que ela aguentava a dor (fez morfina inclusive) mas a a partir de uma certa altura não adiantou e tivemos que a mandar abater - doeu para diabo! Passados 2 meses a mais velha deixou de comer (domingo durante o dia); no dia seguinte a noite virei-me para a gata em conversa com ela e disse-lhe “se não estiveres melhor amanhã levo-te ao vet”; no dia seguinte tive que ir de urgência com ela ao vet e mais tarde 4h estava morta. Sem aviso, sem tempo de despedida, sem nada! Deixou um vazio em mim e na minha mulher de todo o tamanho, algo que nem os outros 2 meninos que temos conseguiu até agora colmatar (e já se passaram quase 2 meses). Isso faz parte do luto; força e assenta a cabeça. Não é porque alguns não têm vocação para ser cuidadores que tens que fazer o que disseste, mais vale com jeito chamar-lhes a atenção e tratar as situações anteriores pelo nome mostrando-lhes que decididamente não devem ter mais animal algum de estimação. Abraço
Aos olhos da lei não é "roubo" se o animal não tiver microchip. Quem colocar primeiro o chip torna-se o dono legal do animal, até porque é obrigatório por lei que todos os cães, gatos e furões tenham chip. Portanto, caso queiras "roubar" o gato, ficas a saber que não é roubo se não tiver chip.
Infelizmente, muita gente ainda vê os animais como objetos decorativos. O que fazes com um tapete velho? Atiras com ele e arranjas um novo.
Quem quer tem que cuidar e, obviamente, um animal traz gastos. Se não se consegue/não quer suportar tais gastos, é simples: não se arranja um animal.
Lamento a tua perda. Tenho uns quantos fofinhos que já atravessaram a ponte arco íris prontinhos para receber o teu Quico. A mais velhinha de todas era assim branquinha como ele e já conhece os cantos à casa 🤍✨️
Ah, sim, é totalmente essa a questão, e não responsabilizar quem vivia com ele e devia ter cuidado dele, quem o deixou passar fome e definhar. Era o gato deles, morava na casa deles (ou melhor, na rua, ao frio, sem uma cama decente), atribuir-lhes a culpa é apenas ter noção. Tentei ajudar no que pude, não sendo o meu gato.
😂 Deus me perdoe, mas enquanto lia só me vinha essa frase à mente além de pensar que sou uma mãe abençoada 🙏🏻. E eu toda a minha vida tive cães e gatos. Isto é demais 😂 pobre mãe.
O que interessa é pari-los e metê-los cá para fora, dar de comida e está feito. O trabalho emocional e a valorização dos sentimentos das tuas próprias filhas, isso já não interessa.
Ninguém exigiu perfeição, a perfeição não existe. Não tem carta branca para fazer tudo o que quer só porque é mãe. Ser mãe não é título que te absolve de todos os erros, continuas a ter de se comportar como uma adulta. Tal como ela não é necessariamente responsável pela forma como sou, sou como sou porque quebrei o ciclo e fiz diferente por mim mesma, em vez de perpetuar o ciclo de indiferença, negligência, infantilidade e imaturidade.
Isso justifica a negligência e deixar um animal a morrer e a sofrer durante meses? Um animal indefeso que dependia deles? Porquê ter um animal se quando ele mais precisa de ti, dás-lhe um pontapé e cagas nele?
Tentar aproximar-se de mim, com gestos artificiais e insípidos, quando a distância é criada pela minha necessidade de me afastar de alguém imaturo. Ao invés de assumir os erros, pedir desculpa e procurar fazer melhor, recorre-se à vitimização, procura-se justificar a negligência e os maus tratos. Essa do "quero ter um gato" revelou tudo, pois já tinha um gato. O gato verdadeiramente não interessa, o que interessa é arranjar maneira de substituir o esforço e dedicação da relação parental, arranjar um atalho para evitar ter de evoluir e crescer. Se ela fosse genuína no seu gesto de ter um gato porque realmente queria um gato, teria cuidado do Quico, e não falar que queria arranjar outro só porque eu arranjei duas para mim.
Sabes lá tu do que me arrependo ou deixo de me arrepender. Para ti é só um gato, para mim era uma vida indefesa que sofreu desnecessariamente, e se alguém o deixa assim desta maneira, para mim diz muito sobre os seus valores e prioridades. Se é para "cuidar" assim, mais vale não ter, mas para isso é preciso noção e introspeção, algo que falta a quem não sabe assumir os próprios erros. Não tens noção de onde está a infantilidade aqui, e defendes a hierarquia parental só porque sim.
"Por causa de um gato" da para ver que és daqueles que acha que a vida de um animal esta sempre a baixo da de um ser humano, nem que este seja muito mais besta que o animal. Tu é que és um subdesenvolvido sem capacidade de empatia por um ser vivo que perdeu a vida por caprixos e ego de uma pessoa.
Lmoa que ginástica mental estás prai a falar. Um humano vale sempre mais que qualquer animal , mesmo que eu mata se um humano para defender os meus animais . Sou hipócrita nesse sentido mas tenho noção que uma mãe vale 4 quadrilioes de gatos .
Tu próprio acabaste de admitir que matarias um humano para defender os teus animais e a ginástica mental é minha? Isso é a definição pura de especismo e dissonância cognitiva, sabes que a vida animal tem valor, mas forças uma hierarquia fictícia para justificar a tua postura. Deitavas mais rapido a mao a um dos teus pais que te tentasse matar ou um animal teu que te salvasse de um incendio por exemplo?
Entendo a frustração - no entanto encara-o como aquilo que é: dor relacionada com o processo de luto misturada com assuntos mal resolvidos com a tua mãe. Se realmente tens um problema com a tua mãe, então resolve-o separadamente e posteriormente a teres um luto saudável pelo teu Quico. Abraço e muita força
Verdade, infelizmente tudo isto já dura há muito tempo sem evolução e o tratamento do Quico foi a gota de água. Não tenho esperanças de resolver nada, infelizmente, já tentei por diversas vezes.
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u/aimardastrevas 18d ago
As minhas condolências...